English Español

Notícias

16/10/2009

Índia, país parceiro, estará com mais de 130 expositores


Sebrae/RS divulgação
Rana Roy, diretor-residente nos EUA do EEPC Índia, acompanha a missão

O objetivo é mostrar a capacidade e os grandes avanços alcançados pela indústria da engenharia indiana

A Índia, o país parceiro desta edição da Mercopar, terá mais de 130 empresas presentes no Centro de Feiras e Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul. De acordo com Rana Roy, diretor-residente nos EUA do EEPC Índia (Engineering Export Promotion Council), maior organização para a promoção do comércio no país, o interesse em participar de uma feira na Região Sul do Brasil teve início em 2003, quando o EEPC organizou uma exposição exclusiva de engenharia, em São Paulo. Baseado no sucesso do evento, o Conselho decidiu voltar ao Brasil para integrar a Mercopar. O objetivo é mostrar a capacidade e os grandes avanços alcançados pela indústria da engenharia indiana. Os expositores apresentarão seus produtos buscando a possibilidade de interação com os brasileiros, estabelecendo investimentos conjuntos na Índia ou no Brasil para fabricação e distribuição e procurando também atender as crescentes exigências de ambos os mercados.

O EEPC Índia foi estabelecido em 1955 pelo Ministério do Comércio e Indústria. Conta com dois escritórios na Índia, além dos internacionais, como em Chicago (EUA), responsável pela vinda dos empresários indianos à Mercopar, e em Cingapura (Ásia). É certificado pelo ISO 9001: 2000. Cerca de 14 mil empresas de engenharia estão registradas na organização, fazendo com que seja a agência, por excelência, para a promoção do comércio e de investimento no setor. O EEPC Índia atua como um elo de confiança entre os empreendedores indianos e os estrangeiros, ajudando empresas internacionais a localizar parceiros de negócios e fornecedores na Índia.

Subcontratação - Em 2007, os países do Mercosul importaram produtos de engenharia no valor de US$ 71 bilhões, representando 40% do total das suas importações globais, e apenas US$ 14 bilhões em bens de engenharia foram adquiridos dentro da região do Mercosul. "A Índia exportou US$ 615,77 milhões do valor dos bens de engenharia para o Mercosul, em 2008, o que é muito insignificante quando comparado com o potencial que permanece inexplorado", salienta Rana Roy. A subcontratação é um segmento importante da indústria da engenharia, contribuindo significativamente para as exportações de engenharia da Índia. "Era natural que o Conselho identificasse a Mercopar como a feira ideal para a gama dos produtos que as empresas indianas exibem".

Entre as vantagens de participar da Mercopar, a EEPC cita o fato de Caxias do Sul ser a segunda maior cidade gaúcha, um importante centro de negócios e ser relativamente desconhecida para os empresários indianos. "O Rio Grande do Sul é um estado avançado industrialmente, contribuindo para a indústria metalúrgica, o transporte de equipamentos, componentes automotivos, máquinas industriais e muito mais. E isso acontece por ser um polo da indústria da engenharia, na parte sul do Brasil", afirma Rana Roy, complementando que a proximidade da região com outros mercados importantes torna o destino mais lucrativo para as empresas indianas que queiram explorar o mercado no Brasil e nos países de fronteira.

Interação – Já é possível observar um aumento no nível de interação entre as empresas de engenharia de ambos os países. O aumento da participação no mercado brasileiro tem sido marcante, desde 2003, o que resultou no crescimento no comércio bilateral e nos investimentos entre Índia e Brasil. “Essas atividades têm ajudado na compreensão do mercado brasileiro, levando a mais esforços concentrados para complementar e servir às exigências da maior economia da América Latina”, observa Rana Roy. Um dos mais importantes empreendimentos em conjunto (joint venture) da região acontece entre a TATA e a Marcopolo do Brasil para a construção de carrocerias, estabelecido em maio de 2006", acrescenta.

As empresas indianas estarão na Mercopar 2009 com o intuito de fazer parcerias de negócios para os produtos da Índia, estabelecer joint ventures, verificar oportunidades em distribuição e logística no mercado brasileiro e países do Mercosul. "Estas ligações podem ser reforçadas com a união das empresas em busca da colaboração na terceirização de produtos para a Índia ou a criação de instalações para a fabricação no Brasil", avalia.

Metas - No mundo empreendedor, ocorrem vários desafios durante a realização de negócios. E a cultura de cada país é um deles. "Mas a maturidade da indústria de engenharia indiana está preparada para superar estes obstáculos, devido à experiência de quem opera em mercados diferentes, difíceis e variados do mundo", analisa Rana Roy. A distância também é um obstáculo a ser superado. No entanto, não impede o desenvolvimento do comércio, já que a engenharia indiana tem muito a oferecer em termos de tecnologia avançada e processos de fabricação, com um preço muito competitivo. "Há muitas vantagens que compensariam a desvantagem da distância entre a Índia e o Brasil. Questões como distribuição e soluções de logística, a existência de um armazém, entre outras, provavelmente amenizariam as restrições referentes à distância", considera.

Rana Roy afirma que as relações bilaterais entre a Índia e o Brasil têm sido, historicamente, muito boas, posição reforçada por diversas iniciativas empreendidas pelos dois países. Ambos pertencem ao grupo de quatro economias emergentes BRIC (Brasil-Rússia-Índia-China), denominação feita pelo Goldman Sachs, renomado banco de investimento internacional. Além disso, o Brasil é um dos membros do IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), uma iniciativa trilateral de desenvolvimento.

Brasil e Índia, segundo Rana Roy, têm estabelecida uma meta de comércio bilateral de US$ 10 bilhões até 2010. A Índia assinou um acordo comercial preferencial com o Mercosul, que está em vigor desde 1º de junho de 2009. "O Mercosul ofereceu reduções tarifárias para 450 itens provenientes da Índia, dos quais 170 são do setor de engenharia. E lembra que o Brasil é o maior país e o maior mercado na América Latina, além de ser o maior parceiro de comércio. As exportações de produtos de engenharia da Índia para o Brasil aumentaram oito vezes nos últimos cinco anos, chegando a US$ 462,77 milhões em 2008. As exportações tiveram um aumento de 105,67% em 2008, comparado a 2007. Em 2008, a Índia contribuiu com apenas 0,71% das importações globais brasileiras de bens de engenharia, que foi de US$ 66 bilhões.

Exportações - Apesar da crise econômica global, estima-se que a economia indiana tenha crescido aproximadamente 6,7% em 2008/09 e deverá crescer a um nível de 8% a 9% em 2010/09. De acordo com Rana Roy, a entrada de capital estrangeiro no país aumentou consideravelmente em 2008/09, refletindo uma visão muito positiva para a economia. De acordo com os números do Banco Central RBI (Reserve Bank of India), as reservas de divisas estrangeiras na Índia aumentaram de US$ 4,2 bilhões para US$ 255,9 bilhões, por exemplo, para a semana encerrada em 8 de maio de 2009, o que reflete o crescente nível de comprometimento e confiança da comunidade internacional.

As pequenas e médias empresas têm sido a espinha dorsal das principais economias do mundo e a Índia não é exceção. Elas contribuíram para mais de 40% das exportações de engenharia da Índia, e mais de 45% das exportações deste segmento são para países mais avançados, tais como Estados Unidos, Europa, Austrália e Nova Zelândia. As empresas indianas, tradicionalmente, são exportadoras para nações ricas e desenvolvidas, como Estados Unidos, Canadá e países europeus ocidentais. "Eles são usados como meta para seguir as melhores práticas internacionais de negócios. Práticas comerciais internacionais são aceitas como ideais para as empresas indianas", conclui Rana Roy.

Imprima esta notícia Envie para um amigo

Área do Expositor

 

Outras notícias

Ver mais notícias
Promoção e Realização

© Mercopar - por Aldeia - Agência de Internet